Ministério da Agricultura Interditou a quinta que usava fezes humana como fertilizante

Ministério da Agricultura Interditou a quinta que usava fezes humana como fertilizante

O Laboratório Central da Agricultura determinou que os alimentos estão contaminados e são impróprios para o consumo humano. No seguimento desse parecer, o Ministério da Agricultura interditou a actividade na fazenda situada no Benfica, em Luanda.

O director do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do Ministério da Agricultura e Florestas, José Fernandes. Confirmou à Angop que foram já vendidos alguns produtos hortícolas e que há uma produção em fase de maturação. Esclareceu ainda que “do ponto de vista técnico, o uso de fezes humanas como adubo na agricultura é viável, desde que se faça compostagem dos dejectos. Mas esta empresa gerida por cidadãos chineses não seguiu este procedimento, contaminando os alimentos.

As hortaliças eram produzidas num espaço de 12 hectares e comercializados em vários pontos de Luanda. Estando o Ministério da Agricultura e Florestas a abordar com o Governo Provincial de Luanda outras medidas sobre a situação, refere a Angop. Que acrescenta que, de acordo com José Fernandes. O país não tem legislação específica sobre o assunto que regula o uso ou não de fezes humanas na agricultura.

Não temos uma legislação específica que criminaliza o indivíduo caso esteja a usar dejectos humanos. Precisamos trabalhar sobre este assunto e com o surgimento desta situação vai permitir olharmos para o problema de outra maneira.

A Quinta Eclebri é uma propriedade de empresário angolano. Que conta com a prestação de dois trabalhadores de nacionalidade chinesa e de angolanos, afirma ainda a Angop.

A directora-geral do Laboratório Central Agro-alimentar de Luanda, Cleonice da Costa. Que disse que o consumo dos produtos produzidos nessa quinta pode provocar doenças como febre tifoide e cólera.

 

Angop/NovoJornal

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