Jornal de Angola critica Isabel dos Santos e acusa-a de ”postura desleal e reprovável”

Jornal de Angola critica Isabel dos Santos e acusa-a de ”postura desleal e reprovável”

Isabel dos Santos e o Jornal de Angola vivem um momento aparente de crispação. Depois de a empresária ter publicado no seu Facebook um direito de resposta recusado pelo director da publicação, que alegava que o texto excedia, em tamanho. O artigo que lhe deu origem.

O direito de resposta da empresária foi entretanto publicado na edição de hoje, numa versão encurtada. Acompanhada por um editorial não assinado em que pode ler-se que o Jornal de Angola :”procura no novo ciclo político não ser caixa-de-ressonância de cidadãos ou grupos económicos. Que querem fazer prevalecer alguma iniquidade. Num indesejável quotidiano de promiscuidade entre o público e o privado”.

“Sobre o extenso comunicado divulgado nas redes sociais muito se poderia apontar. Mas não é muito importante para o ‘Jornal de Angola’ e seu diretor andar a fazer chicana na praça pública, sobre um assunto que porventura terá algo de capcioso. O ‘Jornal de Angola’ assume-se com o objetivo de informar e se puder ajudar a um esforço conjunto para melhorar a democracia. Fazendo-o com verdade e liberdade é uma vitória de que no futuro nos orgulharemos”, lê-se no editorial.

Vivem-se estados de depressão fruto da situação económica do País, mas também se vivem tempos esperançosos. E que o novo governo eleito pelos cidadãos possa promover o bem-estar prometido há tanto tempo. Que apenas alguns usufruem, nalguns casos de forma até ostensiva”, afirma ainda o longo texto não assinado.

O editorial do Jornal de Angola fala de Isabel dos Santos como “uma figura pública, ex-presidente do conselho de administração da maior empresa nacional. E segundo a revista Forbes, a maior fortuna de África”, afirmando que, por isso, tem “responsabilidades acrescidas”.  acusando ainda a Isabel dos Santos de ter tido uma postura “desleal” e “reprovável”. Ao publicar a resposta de Victor Silva nas redes sociais.

“Os privilégios de ostentação e de fortunas pessoais turbo-acumuladas. Não podem servir em circunstância alguma para as pessoas se colocarem em manifesta superioridade perante o cidadão comum. Que sofre um quotidiano de miséria e que cada vez mais descrê das instituições”. Lê-se ainda num outro parágrafo do artigo.

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