Jacques: O futebol congolês está degraus acima do angolano

Jacques: O futebol congolês está degraus acima do angolano

Jacques Bakulu, avançado do Kabuscorp recentemente contratado, esteve a entrevista com o Claque Magazine. Falou da adaptação do futebol angolano, e sobre o desejo de ser melhor marcador e campeão.

Contratado em Janeiro para realinhar a pontaria do conjunto palanquino, até então sem a eficácia desejada, desde a saída do camaronês Albert Meyong.

Congolês democrático Jacques Bakulu Bitumba que trocou o Shark Club de Kinshasa. Chegou viu, colocou “o facto macaco” e logo nas primeiras jornadas assumiu a artilharia palanquina.

Claque Magazine: Quem é o Jacques?
Jacques: Sou um profissional do futebol, nascido aos 28 de Agosto de 1993, em Kissangani, RDC, cujo nome de registo é Jacques Bakulu Bitumba, filho Bakulu Ambi. Como homem do futebol o meu percurso começou ainda muito novo, numa altura que frequentava o ensino primário, e com cerca de 10 anos conheci no Nurte Soccer, uma equipa de bairro em Kasavubu.

Claque Magazine: Onde esteve antes de chegar ao Girabola?
Jacques: Antes de abraçar o convite do Kabuscorp do Palanca representava o Shark Club de Kinshasa, vindo do Les Star de Kinshasa, meu primeiro Club profissional, onde fiquei por dois anos, até chegar ao Shark.

Claque Magazine: Já alguma vez foi internacional pelo seu país?
Jacques: Estive uma vez numa pré-selecção de sub 20, apenas participei em um treino, mas não fiz parte da lista principal e nunca mais tive a mesma oportunidade.

No futebol Congolês há muita coisa que ainda não funciona como deve ser, embora os campeonatos têm bons níveis, os clubes pecam na organização e atravessam dificuldades financeiras, que acaba por afectar até nos pagamento e com os jogadores e serviços

Claque Magazine: Que analise faz do futebol congolês?
Jacques: No futebol Congolês há muita coisa que ainda não funciona como deve ser, embora os campeonatos têm bons níveis, os clubes pecam na organização e atravessam dificuldades financeiras, que acaba por afectar até nos pagamento e com os jogadores e serviços.

Claque Magazine: Os jogadores congoleses por média são talentosos tecnicamente. Como é que se trabalha na formação?
Jacques: No meu país não tem tantos centros de formação (Academias) como aqui em Angola, jogamos nas equipas pequenas de iniciados, juvenis e juniores, mas não com a mesma organização como em Angola, a partir dai se tiveres qualidade e oportunidade poderás ser contactado por uma equipa do nível superior e assim vais subindo aos poucos. Por falta de acompanhamento e oportunidades, no Congo, muitos bons jogadores acabam por se perder.

A única equipa que tem formação é o TP Mazembe, mas o Vita Club, assim como DC Motema Pembe não têm verdadeiramente estes escalões.

Claque Magazine: O que sabias do futebol angolano antes da proposta do Kabuscorp?
Jacques: Não me interessava muito e pouco sabia a respeito do futebol Angolano. Pensei sempre sair do Congo para ir jogar no estrangeiro, mas nunca tive Angola entre as opções.

Claque Magazine: Como chegou ao futebol angolano?
Jacques: Em função do bom trabalho que estava realizar pelo Shark Club, alguns dos vários olheiros do Kabuscorp no Congo foram me acompanhando, contactaram-me e através de alguns vídeos meus enviados ao Kabuscorp, decidiram me contratar. Contei também com os conselhos do meu amigo Kanku Tresor que representou o Kabuscorp no ano passado.

É sempre difícil deixarmos o Nosso país e irmos num país estrangeiro, não esta fácil. Não foi fácil chegar num novo grupo, novo balneário, primeira vez no estrangeiro, embora tiver sido bem recebido por todos, mas continuo com dificuldades

Claque Magazine: Como esta sendo o seu processo de adaptação ao país e ao seu futebol?

Jacques: É sempre difícil deixarmos o Nosso país e irmos num país estrangeiro, não esta fácil. Não foi fácil chegar num novo grupo, novo balneário, primeira vez no estrangeiro. Embora tenha sido bem recebido por todos, mas continuo com dificuldades. O futebol aqui é muito físico, mas tenho de me adaptar… Aos poucos já vou aprendendo português.

O Doctor Lami é o jogador que melhor me relaciono, pois, eu já o via jogar no Congo, embora ele não me conhecesse. Ele e o Mongo são os colegas com quem mais converso, têm sido realmente amigos, e têm me ajudado muito no processo de integração e adaptação ao futebol Angolano.

Claque Magazine: Quais as diferenças entre o futebol em Angola e na RDC?

Jacques: Em minha opinião o nível do futebol congolês está alguns degraus acima do futebol angolano. Ambos têm muito por melhor.

Claque Magazine: O que tem como objectivo traçado para este ano?
Jacques: Constar dos melhores marcador e ajudar o clube a ser campeão.

Claque Magazine: Como vê a concorrência na lista dos artilheiros?
Jacques: A concorrência é salutar. Todos com mesmo objectivo. São todos bons e merecem o meu respeito, principalmente o Tiago Azulão e o Bena.

 

 

Fonte: Claque Magazine

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